RSS
Jornalismo, freelancing, social media... e as estórias por detrás de tudo isto. Por Patrícia Raimundo
Mostrar mensagens com a etiqueta começar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta começar. Mostrar todas as mensagens

Os melhores blogs para estudantes de jornalismo

Um post - e muitos blogs - a explorar nos próximos tempos: The 40 best blogs for journalism students.

[Dica de Lauren Rebaino]

Dar o salto do emprego para o freelancing

Deixar um emprego fixo para começar uma carreira como freelancer pode ser um verdadeiro salto em queda-livre: a adrenalina, o risco e o prazer são mais ou menos os mesmos. Tim Hillegonds dá alguns conselhos para quem está prestes a dar o salto aqui: How to make the leap from corporate America to freelance writing.

Como as redes sociais podem influenciar editores e publicações

Muito interessante o artigo de John Hall sobre a influência das redes sociais nas escolhas dos editores e das publicações. Segundo o colaborador do Social Media Today, cada vez mais os editores estão atentos à presença dos seus colaboradores (freelancers ou não) nas redes sociais, ao potencial de partilha que podem gerar, ao valor acrescentado que poderão trazer à publicação, etc... Para Hall, está na altura de mergulhar a fundo nas redes sociais, já que estas podem ser uma excelente forma de consolidar uma postura profissional e sobressair num mercado saturado. Para os freelancers então, esta parece-me ser a oportunidade.

Vale mesmo a pena ler Social media is revolutionizing online publishing.
Social media is now influencing what content is written, how publishers accept content, and the overall information that’s displayed online. People who build their companies and personal brands are gaining more followers, friends, and connections. As a result, they are getting more press, opportunities, and authority. Rather than wait for your ship to sail in, swim out to it. Being proactive is the only way to make a splash in the publishing industry.

Produzir todos os dias é preciso

Adam Westbrook dá o melhor conselho que se poderia dar a quem quer ser bem sucedido em áreas como a escrita, o jornalismo, o cinema, o design... enfim, qualquer área em que a criatividade e o empreendedorismo façam a diferença:
"Whatever it is you want to do, you must produce it and consume it every day."

Vamos a isso?

Escrever por antecipação

Quando, em Março, estive a partilhar as minhas estórias em jornalês com os alunos de Seminário de Jornalismo (Curso de Comunicação e Jornalismo) da Universidade Lusófona, um dos assuntos que abordámos no final foi esta: escrever por antecipação é ou não uma boa estratégia para um freelancer? Devemos enviar o texto já escrito para o editor antes mesmo de saber se o quererá publicar?

O tema foi levantado por uma aluna e eu dei a minha opinião: acho arriscado, por vários motivos. Primeiro, porque há sempre o perigo (e é um perigo bem real e mais comum do que o que se possa pensar) de o texto ser "roubado". Se não conhecemos bem o editor, se não há ainda alguma confiança, é estar a arriscar demasiado. Depois, porque podemos não "acertar" no ângulo certo para a publicação em questão. Como freelancers, podemos escrever por antecipação e tentar vender a peça a vários meios (um de cada vez, atenção - o que daria um belíssimo tema para outro post...), mas, desta forma, das duas uma: ou não personalizamos o texto segundo o estilo de cada publicação ou temos o dobro do trabalho (que não sabemos se vai dar frutos) a fazer as modificações necessárias para a peça "caber" nas especificidades de cada revista ou jornal.

A aluna também deu os seus argumentos: é que, se enviarmos o texto logo, podemos conseguir convencer mais facilmente o editor de que escrevemos bem e temos um bom trabalho. Não deixa de fazer sentido, mas, ainda assim, penso que o ideal é criar uma boa relação com os editores e, tanto quanto possível, acertar os pormenores do trabalho antes de se partir para o terreno. Acredito que é a situação ideal para as duas partes, freelancer e editor.

Na minha ronda quase diárias pelos blogs, dei de caras com um excelente post de Linda Formichelli sobre este tema - write on spec, em inglês.


Para quem já se viu a braços com este dilema, You ask, I answer: Should I write on spec? é de leitura obrigatória.

Um lembrete para jovens jornalistas

Gostei de ler o último post de Hannah Bass no Wannabe Hacks: Young journalists must remember that we deserve to be paid.

Numa altura em que entramos na "época alta" dos estágios não remunerados, o lembrete de Bass vem em boa hora. Os estágios fazem todo o sentido; o que não faz sentido é, a partir de certa altura, continuarmos a não cobrar pelo trabalho que fazemos. Como não me canso de repetir por aqui, trabalhar de borla, só se...

Ser um blogger freelancer

Leo Babauta começou por ser jornalista freelancer: publicava artigos em jornais e revistas como forma de complementar o rendimento do seu emprego full-time. Num interessante post no Freelance Switch, Babauta explica como este ano decidiu experimentar algo diferente: ser um blogger freelancer.

O Verão está aí...

... e Patty Coffy diz que esta é uma excelente época para quem está à procura de emprego.

Não sei se será melhor ou pior que outras épocas do ano - afinal há sempre aquela ideia de que de Julho a Setembro o mundo do trabalho entra numa fase de quase "câmara lenta" - mas numa coisa a colaboradora do Mashable não podia estar mais certa: deixar de procurar trabalho no Verão é estar mesmo a pedir para perder oportunidades...

Os 10 mandamentos dos empreendedores do digital

Obrigatório ler! Jim Breiner diz tudo aquilo em que eu acredito aqui: 10 commandements for digital news entrepreneurs.

[Dica de António Granado]

7 questões para responder antes de começar por conta própria

Começar uma carreira como freelancer ou mesmo dar o pontapé de saída para um negócio por conta própria pode ser o maior desafio da vida de um profissional, sobretudo se a decisão implicar a renúncia a um emprego estável. É por isso que Nellie Akalp diz que é melhor tentar responder a estas 7 questões antes de começar por conta própria.

Este é o melhor ou o pior momento para os media?

Nem uma coisa, nem outra, diz Francisco Pérez Latre. Ou melhor, o tempo em que vivemos é simultaneamente o melhor e o pior para os media.

Vale a pena ler esta reflexão aqui: El mejor momento para los medios (y también el peor).
"Para los medios es, paradójicamente, el mejor de los momentos y el peor. El mejor porque el coste de difundir noticias, producir vídeos o canciones nunca había sido tan bajo para satisfacción de productores y consumidores. Pero también el peor, porque es difícil encontrar empresas con modelos de negocio sostenibles y abundan productos sustitutivos."

Empreendedorismo contra a crise

Para Francisco Pérez Latre só há uma solução para a crise: o empreendedorismo.
Eu assino por baixo.

Cartas de apresentação para freelancers

Escrever uma boa carta de apresentação é fundamental para quem procura um emprego, mas também para os freelancers que procuram novas oportunidades de trabalho. A pensar nas especificidades do jornalismo por conta própria, Linda Formichelli dá óptimas dicas para cartas de apresentação para freelancer em How to write a letter of introduction that will impress editors and get you more freelance writing gigs.

Os empregos online estão a crescer

Muito interessante o artigo de Melanie Brooks sobre o Elance Global Online Employment Report no Freelance SwitchSegundo o estudo, só a produção de conteúdos para Internet cresceu 56% em relação ao ano passado. E o social media marketing 41%.

Há que aproveitar as oportunidades onde elas estão. E agora, muitas delas estão online.

Micronegócios em jornalismo

Mais um excelente post de Adam Westbrook para ler e ganhar alguma inspiração: The rise of the microbusiness and why journalists should embrace it.

Fazer ondas no jornalismo

Sempre certeiro, este Adam Westbrook: o jornalismo e as indústrias ligadas à comunicação precisam de quem faça ondas.

Como? 10 ways to make waves in journalism & publishing dá algumas pistas.

Propor projectos

Já aqui tenho deixado algumas dicas sobre como propor estórias a editores enquanto freelancer. Hoje, deixo um excelente artigo de Jeremy Caplan sobre outro tipo de propostas: convencer alguém a investir ou colaborar num projecto empreendedor na área dos media.

Para ler aqui: 3 ways entrepreneurial journalists can successfully pitch their projects.

Ainda os estágios não remunerados

A questão dos estágios não remunerados parece estar na ordem do dia do outro lado do Atlântico. Vale a pena ler os comentários dos leitores da Atlantic compilados em dois artigos. Um, contra os estágios remunerados, o outro, a favor.

Unpaid internships: Bad for students, bad for workers, bad for society

In defense of unpaid internships

[UPDATE]

Mais uma acha para a fogueira:

Work is work: why free internships are immoral.

Nunca trabalhar de borla... a menos que...

Paul Bradshaw acha que dizer aos recém-licenciados em jornalismo para não trabalharem de borla não é a solução. Não que o autor do Online Journalism Blog apoie os eternos estágios remunerados: a questão aqui é analisar a situação/proposta caso a caso.

É por isso que à frase nunca trabalhes de borla, Bradshaw gosta de acrescentar um ...a menos que...
E, exactamente, a menos que... quê? A menos que valha a pena, claro. Se o trabalho em questão valorizar a minha presença no mercado (e não, não é trabalhando eternamente à borla na maior cadeia de TV, rádio ou imprensa do país  à espera da oportunidade que raramente chega), se for um verdadeiro investimento em mim, se ajudar o mundo de alguma forma, se for um projecto meu, um projecto empreendedor em que eu acredito.

Eu, que sou muito pouco flexível nesta coisa do trabalho gratuito, que acaba por minar o mercado de trabalho e diminuir ainda mais as reais oportunidades de emprego - ninguém me consegue convencer do contrário - , gostei de ler Telling wannabe journos "Don't work for free" doesn't help. E porquê? Porque é uma posição equilibrada, razoável: não basta só ser contra o trabalho gratuito, doa a quem doer. É ser-se contra um determinado tipo de trabalho gratuito. É que fazer um estágio curricular é bem diferente de trabalhar de borla meses e meses a fio para grandes empresas que declaram sempre lucros no final do ano. E este tipo de trabalho de borla é bem diferente de investir tempo e dinheiro num projecto nosso, mesmo que não tenha retorno financeiro imediato. São grandes diferenças e que devem ser tidas em conta.
"It’s a big step to take: internships at least provide that tangible hope that you will strike lucky, and the illusion of working as a journalist. Doing it yourself means taking on more responsibility and initiative, and trusting more in your own ability to improve. But those are the qualities employers – or owners – are looking for.
[...]Internships will still work for those with the resources and contacts to pursue them. But they shouldn’t be the only route – and encouraging people to think critically about the options open to them is better than shutting them off entirely."

Porque o empreendedorismo é mesmo o melhor caminho...

Dificilmente me conseguem convencer do contrário: nos dias que correm não basta terminar a licenciatura nem o mestrado, fazer o estágio não remunerado da praxe - ou vários -, preencher um CV modelo europeu e distribuí-lo às centenas por aí. Quando o mercado está mais competitivo que nunca, quando as dificuldades em conseguir um emprego na área da comunicação e do jornalismo são cada vez maiores, isto pode ser claramente insuficiente.

Para mim, o empreendedorismo é o melhor caminho. Muitas vezes é mesmo o único caminho, a única entrada possível num mundo que tantas vezes nos fecha a porta. E a minha filosofia sempre foi esta: se não te dão a oportunidade, faz a tua própria oportunidade. Com as possibilidades que temos hoje ao nosso dispor, já não há desculpas para não apostar no empreendedorismo, na criatividade e, porque não, no freelancing.

É por isso que me sabe tão bem ler os posts do Adam Westbrook. E este - The active way to start your journalism career - então...

Como sempre, Westbrook sabe do que fala. É um empreendedor, no verdadeiro sentido da palavra.
A forma activa de começar uma carreira em jornalismo pode não ser a mais fácil nem a mais imediata, mas pode ser a única maneira e aquela que dá mais frutos.