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Jornalismo, freelancing, social media... e as estórias por detrás de tudo isto. Por Patrícia Raimundo
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Mitos sobre a publicação online

O papel e o online são suportes muito diferentes que podem - e devem! - ser usados por quem produz conteúdo de formas diferentes, para servir diferentes propósitos e objectivos, aproveitando ao máximo as suas características únicas. No entanto, alguns mitos parecem dominar a publicação online, fruto do anterior domínio do papel nas nossas vidas. Adam Westbrook apresenta 9 desses mitos e mostra como as plataformas online não se regem pelas mesmas regras do papel e como isso pode ser uma tremenda vantagem para quem produz conteúdos nos dias que correm.

Notícias personalizadas

Jonathan Stray assina um artigo muito interessante sobre a necessidade de personalizar as notícias, segundo os interesses de quem lê: Who should see what when? Three principles for personalized news.

Como as redes sociais podem influenciar editores e publicações

Muito interessante o artigo de John Hall sobre a influência das redes sociais nas escolhas dos editores e das publicações. Segundo o colaborador do Social Media Today, cada vez mais os editores estão atentos à presença dos seus colaboradores (freelancers ou não) nas redes sociais, ao potencial de partilha que podem gerar, ao valor acrescentado que poderão trazer à publicação, etc... Para Hall, está na altura de mergulhar a fundo nas redes sociais, já que estas podem ser uma excelente forma de consolidar uma postura profissional e sobressair num mercado saturado. Para os freelancers então, esta parece-me ser a oportunidade.

Vale mesmo a pena ler Social media is revolutionizing online publishing.
Social media is now influencing what content is written, how publishers accept content, and the overall information that’s displayed online. People who build their companies and personal brands are gaining more followers, friends, and connections. As a result, they are getting more press, opportunities, and authority. Rather than wait for your ship to sail in, swim out to it. Being proactive is the only way to make a splash in the publishing industry.

Estudo: Jornalismo digital

Muito interessantes as conclusões do Oriella Digital Journalism Study: 75% dos jornalistas utilizam as redes sociais como fontes das suas estórias e 46% diz que 80% das notícias que publicam online não são cópias da edição em papel.

Vale a pena ler o resumo do estudo feito por Rachel McAthy no Journalism.co.uk.

Este é o melhor ou o pior momento para os media?

Nem uma coisa, nem outra, diz Francisco Pérez Latre. Ou melhor, o tempo em que vivemos é simultaneamente o melhor e o pior para os media.

Vale a pena ler esta reflexão aqui: El mejor momento para los medios (y también el peor).
"Para los medios es, paradójicamente, el mejor de los momentos y el peor. El mejor porque el coste de difundir noticias, producir vídeos o canciones nunca había sido tan bajo para satisfacción de productores y consumidores. Pero también el peor, porque es difícil encontrar empresas con modelos de negocio sostenibles y abundan productos sustitutivos."

Empreendedorismo contra a crise

Para Francisco Pérez Latre só há uma solução para a crise: o empreendedorismo.
Eu assino por baixo.

Ideias sobre jornalismo e o futuro dos media

Como sempre, vale mesmo a pena o último post de Steve Buttry, mais uma análise muito interessante sobre o jornalismo e o futuro dos media.

Jornalistas online

10 reasons why online journalists are better journalists (in theory) pode ser um título um pouco provocador e capaz de lançar algumas achas para a fogueira do papel Vs digital. Mas o artigo de Emily Henry é também um óptimo retrato do que devem ser hoje os jornalistas online. Vale mesmo a pena ler.

A evolução das notícias

Muito interessante o resumo da evolução das notícias que David Brewer faz no Media Helping Media. Do conceito de superuser, das multi-plataformas que hoje estão ao nosso dispor à disrupção do digital: está tudo em The uneasy but essential evolution of news.

Obrigatório.

Os empregos online estão a crescer

Muito interessante o artigo de Melanie Brooks sobre o Elance Global Online Employment Report no Freelance SwitchSegundo o estudo, só a produção de conteúdos para Internet cresceu 56% em relação ao ano passado. E o social media marketing 41%.

Há que aproveitar as oportunidades onde elas estão. E agora, muitas delas estão online.

Os media que têm futuro

Para Francisco Pérez Latre, há media que têm futuro, porque estão dispostos a mudar. Os que não esstiverem, não devem culpar a crise. Obrigatório ler: Medios que SÍ tienen futuro.
"En el blog pensamos que los medios con más calidad e identidad, los más locales, los digitales, los móviles y los que eviten repetir las noticias de ayer tienen futuro. Los que no se transformen no deberían limitarse echar las culpas a la crisis: los iPads y los Kindles, por ejemplo, tienen buenos índices de venta.

El futuro de la industria de los medios pasa por cambiar... sin perder de vista lo esencial."

Media: o futuro está em criar valor

Muito interessante o resumo que Francisco Pérez Latre faz da ideia de "valor acrescentado", defendida por Robert Picard, em El futuro de los medios: crear valor.

De facto, numa altura em que grande parte dos media parece fazer mais do mesmo - apesar de nunca como dantes haver a possibilidade de fazer coisas novas e diferentes - , o futuro da comunicação pode passar pela criação de produtos de valor acrescentado.

O futuro do jornalismo por Paulo Querido

Muito interessantes as 5 ideias para o futuro do jornalismo que Paulo Querido apresentou na segunda conferência sobre o Jornalismo e a Crise e que o Fórum de Jornalistas resume e bem em O futuro do jornalismo (em 5 palavras).

Gosto de todas, mas a minha palavra preferida é esta:
"Desconcentrado – Estamos a assistir ao princípio da desconcentração: por cada grupo gigante de media que demora a ocupar os terrenos da rede surgem 10 pequenos negócios nativos. O teu mais provável empregador é o Sapo, o ObviousMag, o Aberto de Madrugada ou o Ebook Portugal – ou o teu colega do ano passado que entretanto se lançou por conta própria."

O futuro dos media: as ideias de Picard

Francisco Pérez Latre resume muito bem as 10 ideias sobre o futuro dos media apresentadas por Robert Picard, especialista em gestão de empresas de comunicação.

A minha preferida é logo a primeira:
"1. El gran desafío de las empresas en la industria de los medios no es el dinero, sino el cambio y la incertidumbre. Las empresas no pueden pensar que dentro de 2 años seguirán haciendo lo que hacen ahora."

A estória só não chega

Eric Newton diz que, nos dias de hoje, contar apenas a estória não basta: há que explicar o porquê por detrás dela, fazê-la mais transparente e partilhável.

O essencial sobre esta ideia pode ler-se no último post de Mona Zhang no 10.000 Words: Newton to journalists: focusing on the story isn't enough anymore.

Jornalismo em tempos de crise

O blog do Fórum de Jornalistas faz um excelente resumo da conferência Jornalismo em Tempos de Crise do último sábado em Quantos jornalistas mudariam de emprego amanhã se pudessem?

Como os social media estão a substituir o jornalismo tradicional

O USA Today apresenta uma excelente infografia que mostra como as redes sociais estão a substituir os tradicionais órgão de comunicação social. Prova disso é que já mais de 50% das pessoas diz que teve conhecimento das notícias de última hora através das redes sociais em vez das fontes oficiais de notícias.

Os números, mas também os prós e os contras desta nova forma de consumir notícias, para ver aqui: Social media is replacing traditional journalism.

[dica de António Granado]

Community editor: a primeira contratação de uma revista?

Paul Bradshaw faz uma pergunta pertinente: Should a community editor be a magazine's first hire?

A questão parte de um exemplo e fica no ar como um convite à reflexão.

Jornalismo aberto

Pedro Jerónimo resume bem o conceito de jornalismo aberto, preconizado pelo director-chefe do The Guardian e ainda lança pistas para este e outros jornalismos. A não perder em Dez ideias sobre jornalismo aberto.

O que é um "engagement editor"?

A importância cada vez maior das redes sociais e das comunidades online está a fazer surgir um novo cargo nos media: o engagement editor.

Mas quem é e o que faz um engagement editor? Não há ninguém melhor para responder que os próprios. Steve Buttry juntou alguns depoimentos destes novos editores num post de leitura obrigatória: What does an engagement editor do? Digital First editors answer.