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Jornalismo, freelancing, social media... e as estórias por detrás de tudo isto. Por Patrícia Raimundo
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Jornalismo de investigação no Youtube

O Youtube vai ter um canal de jornalismo de investigação. Chama-se I Files, é da responsabilidade do Centro de Reportagem de Investigação e parece-me um projecto muito interessante para acompanhar nos próximos tempos.

Mitos sobre a publicação online

O papel e o online são suportes muito diferentes que podem - e devem! - ser usados por quem produz conteúdo de formas diferentes, para servir diferentes propósitos e objectivos, aproveitando ao máximo as suas características únicas. No entanto, alguns mitos parecem dominar a publicação online, fruto do anterior domínio do papel nas nossas vidas. Adam Westbrook apresenta 9 desses mitos e mostra como as plataformas online não se regem pelas mesmas regras do papel e como isso pode ser uma tremenda vantagem para quem produz conteúdos nos dias que correm.

Mais boas ideias de curadoria

Desta vez, Steve Buttry compila as excelentes ideias sobre curadoria da nova equipa da Digital Media First. Vale mesmo a pena ler.

Notícias personalizadas

Jonathan Stray assina um artigo muito interessante sobre a necessidade de personalizar as notícias, segundo os interesses de quem lê: Who should see what when? Three principles for personalized news.

Hábitos e ferramentas para jornalistas eficientes

Kevin Loker apresenta 7 hábitos - e as ferramentas para os pôr em prática - que podem contribuir para aumentar a eficiência dos jornalistas.

O meu preferido:
"Seek first to understand, then to be understood"

Como escrever títulos irresistíveis

Conselhos para escrever bons títulos - confesso que para mim são sempre difíceis - nunca são demais! E os de Mary Jaksch são excelentes, muito voltados para a escrita online. Para ler aqui: The art (and science) behind neck-snapping headlines.

Como as redes sociais podem influenciar editores e publicações

Muito interessante o artigo de John Hall sobre a influência das redes sociais nas escolhas dos editores e das publicações. Segundo o colaborador do Social Media Today, cada vez mais os editores estão atentos à presença dos seus colaboradores (freelancers ou não) nas redes sociais, ao potencial de partilha que podem gerar, ao valor acrescentado que poderão trazer à publicação, etc... Para Hall, está na altura de mergulhar a fundo nas redes sociais, já que estas podem ser uma excelente forma de consolidar uma postura profissional e sobressair num mercado saturado. Para os freelancers então, esta parece-me ser a oportunidade.

Vale mesmo a pena ler Social media is revolutionizing online publishing.
Social media is now influencing what content is written, how publishers accept content, and the overall information that’s displayed online. People who build their companies and personal brands are gaining more followers, friends, and connections. As a result, they are getting more press, opportunities, and authority. Rather than wait for your ship to sail in, swim out to it. Being proactive is the only way to make a splash in the publishing industry.

Os 10 mandamentos dos empreendedores do digital

Obrigatório ler! Jim Breiner diz tudo aquilo em que eu acredito aqui: 10 commandements for digital news entrepreneurs.

[Dica de António Granado]

Estudo: Jornalismo digital

Muito interessantes as conclusões do Oriella Digital Journalism Study: 75% dos jornalistas utilizam as redes sociais como fontes das suas estórias e 46% diz que 80% das notícias que publicam online não são cópias da edição em papel.

Vale a pena ler o resumo do estudo feito por Rachel McAthy no Journalism.co.uk.

Este é o melhor ou o pior momento para os media?

Nem uma coisa, nem outra, diz Francisco Pérez Latre. Ou melhor, o tempo em que vivemos é simultaneamente o melhor e o pior para os media.

Vale a pena ler esta reflexão aqui: El mejor momento para los medios (y también el peor).
"Para los medios es, paradójicamente, el mejor de los momentos y el peor. El mejor porque el coste de difundir noticias, producir vídeos o canciones nunca había sido tan bajo para satisfacción de productores y consumidores. Pero también el peor, porque es difícil encontrar empresas con modelos de negocio sostenibles y abundan productos sustitutivos."

Ideias sobre jornalismo e o futuro dos media

Como sempre, vale mesmo a pena o último post de Steve Buttry, mais uma análise muito interessante sobre o jornalismo e o futuro dos media.

Jornalistas online

10 reasons why online journalists are better journalists (in theory) pode ser um título um pouco provocador e capaz de lançar algumas achas para a fogueira do papel Vs digital. Mas o artigo de Emily Henry é também um óptimo retrato do que devem ser hoje os jornalistas online. Vale mesmo a pena ler.

A evolução das notícias

Muito interessante o resumo da evolução das notícias que David Brewer faz no Media Helping Media. Do conceito de superuser, das multi-plataformas que hoje estão ao nosso dispor à disrupção do digital: está tudo em The uneasy but essential evolution of news.

Obrigatório.

Os empregos online estão a crescer

Muito interessante o artigo de Melanie Brooks sobre o Elance Global Online Employment Report no Freelance SwitchSegundo o estudo, só a produção de conteúdos para Internet cresceu 56% em relação ao ano passado. E o social media marketing 41%.

Há que aproveitar as oportunidades onde elas estão. E agora, muitas delas estão online.

Micronegócios em jornalismo

Mais um excelente post de Adam Westbrook para ler e ganhar alguma inspiração: The rise of the microbusiness and why journalists should embrace it.

Fazer ondas no jornalismo

Sempre certeiro, este Adam Westbrook: o jornalismo e as indústrias ligadas à comunicação precisam de quem faça ondas.

Como? 10 ways to make waves in journalism & publishing dá algumas pistas.

Os media que têm futuro

Para Francisco Pérez Latre, há media que têm futuro, porque estão dispostos a mudar. Os que não esstiverem, não devem culpar a crise. Obrigatório ler: Medios que SÍ tienen futuro.
"En el blog pensamos que los medios con más calidad e identidad, los más locales, los digitales, los móviles y los que eviten repetir las noticias de ayer tienen futuro. Los que no se transformen no deberían limitarse echar las culpas a la crisis: los iPads y los Kindles, por ejemplo, tienen buenos índices de venta.

El futuro de la industria de los medios pasa por cambiar... sin perder de vista lo esencial."

Media: o futuro está em criar valor

Muito interessante o resumo que Francisco Pérez Latre faz da ideia de "valor acrescentado", defendida por Robert Picard, em El futuro de los medios: crear valor.

De facto, numa altura em que grande parte dos media parece fazer mais do mesmo - apesar de nunca como dantes haver a possibilidade de fazer coisas novas e diferentes - , o futuro da comunicação pode passar pela criação de produtos de valor acrescentado.

Porque o empreendedorismo é mesmo o melhor caminho...

Dificilmente me conseguem convencer do contrário: nos dias que correm não basta terminar a licenciatura nem o mestrado, fazer o estágio não remunerado da praxe - ou vários -, preencher um CV modelo europeu e distribuí-lo às centenas por aí. Quando o mercado está mais competitivo que nunca, quando as dificuldades em conseguir um emprego na área da comunicação e do jornalismo são cada vez maiores, isto pode ser claramente insuficiente.

Para mim, o empreendedorismo é o melhor caminho. Muitas vezes é mesmo o único caminho, a única entrada possível num mundo que tantas vezes nos fecha a porta. E a minha filosofia sempre foi esta: se não te dão a oportunidade, faz a tua própria oportunidade. Com as possibilidades que temos hoje ao nosso dispor, já não há desculpas para não apostar no empreendedorismo, na criatividade e, porque não, no freelancing.

É por isso que me sabe tão bem ler os posts do Adam Westbrook. E este - The active way to start your journalism career - então...

Como sempre, Westbrook sabe do que fala. É um empreendedor, no verdadeiro sentido da palavra.
A forma activa de começar uma carreira em jornalismo pode não ser a mais fácil nem a mais imediata, mas pode ser a única maneira e aquela que dá mais frutos.

O futuro do jornalismo por Paulo Querido

Muito interessantes as 5 ideias para o futuro do jornalismo que Paulo Querido apresentou na segunda conferência sobre o Jornalismo e a Crise e que o Fórum de Jornalistas resume e bem em O futuro do jornalismo (em 5 palavras).

Gosto de todas, mas a minha palavra preferida é esta:
"Desconcentrado – Estamos a assistir ao princípio da desconcentração: por cada grupo gigante de media que demora a ocupar os terrenos da rede surgem 10 pequenos negócios nativos. O teu mais provável empregador é o Sapo, o ObviousMag, o Aberto de Madrugada ou o Ebook Portugal – ou o teu colega do ano passado que entretanto se lançou por conta própria."