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Agarrar os leitores à estória
Publicada por
Patrícia Raimundo
on terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Truques para aguçar o apetite de um leitor para a estória há muitos. Com o tempo, são ferramentas que até aplicamos inconscientemente nos textos e cada jornalista começa a ter o seu "ingrediente secreto" para incentivar o leitor a passar da entrada. A convite do Write to Done, Linda Formichelli apresenta 5 imperdíveis sugestões que vale mesmo a pena seguir.
Dicas para melhores entradas
Publicada por
Patrícia Raimundo
on domingo, 11 de dezembro de 2011
A entrada, todos sabemos, é o elemento decisivo que vai levar o leitor a decidir entre ler e não ler o artigo. É, por isso, importante que estas linhas sejam bem escolhidas. Writing the intro in simple steps, do Media Helping Media, pode dar uma ajuda nesta matéria.
Estórias para lá do óbvio
Publicada por
Patrícia Raimundo
on segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Etiquetas:
ângulos,
estórias,
jornalismo de fundo,
temas
/
Comments: (0)
O que fazer quando temos de cobrir um tema que já não é novidade? Descobrir um novo ângulo, claro.
O International Journalists' Network mostra como um assunto batido - o tráfico de pessoas - pode ser abordado de forma inovadora e fresca em How to develop story ideas on social issues.
Os mistérios do lead
Publicada por
Patrícia Raimundo
on domingo, 6 de novembro de 2011
Há estórias que já nascem com lead. Há leads que aparecem durante as entrevistas ou no terreno. Outros há que simplesmente não aparecem - há que encontrá-los. E também há aqueles que se revelam a meio da estória. Ou no fim. Ou no chuveiro, quando menos esperamos.
Gosto de pensar no lead assim como uma espécie de mistério - ou melhor, desafio - do jornalismo. Escrever um bom lead pode ser tão aliciante como desesperante (se a inspiração for tão curta como o deadline), da mesma maneira que afiná-lo é uma deliciosa tarefa de minúcia, quase um jogo.
É por tudo isto que acho genial um dos últimos posts de Steve Buttry. Strong from the start: advice for writing leads é um verdadeiro manancial de conselhos, dicas e técnicas - dos mais básicos aos mais engenhosos - para escrever leads melhores, mais focados e inspirados. Obrigatório.
Gosto de pensar no lead assim como uma espécie de mistério - ou melhor, desafio - do jornalismo. Escrever um bom lead pode ser tão aliciante como desesperante (se a inspiração for tão curta como o deadline), da mesma maneira que afiná-lo é uma deliciosa tarefa de minúcia, quase um jogo.
É por tudo isto que acho genial um dos últimos posts de Steve Buttry. Strong from the start: advice for writing leads é um verdadeiro manancial de conselhos, dicas e técnicas - dos mais básicos aos mais engenhosos - para escrever leads melhores, mais focados e inspirados. Obrigatório.
Os interesses pessoais podem dar boas estórias
Publicada por
Patrícia Raimundo
on quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Etiquetas:
ângulos,
estórias,
freelancing,
temas
/
Comments: (0)
Escrever sobre um tema que nos interessa pessoalmente é sempre meio caminho andado para uma boa estória: estamos com a predisposição certa para investigar, somos de alguma forma especialistas no assunto e muito provavelmente vai dar-nos um prazer extra a escrever.
Mas quando os nossos interesses pessoais são demasiado específicos ou pertencem a pequenos nichos, como fazer disso estória e, pior, como vendê-la? Há sempre a imprensa especializada, mas também nestes casos, acaba por se limitar a um ou outro título...
Para estes casos, as publicações generalistas são, para o The Renegade Writer, uma opção muito melhor até que a imprensa especializada. Uma das editoras do blog dá o exemplo do marido, que aproveitou a sua paixão por jogos para se tornar um verdadeiro especialista e escrever não apenas para revistas e sites sobre o assunto, mas para qualquer outra publicação onde os seus artigos pudessem encaixar.
Tudo o que é preciso é um pouco de imaginação, procurar o ângulo certo e arriscar: How to make money writing about your "unmarketable" passion.
Mas quando os nossos interesses pessoais são demasiado específicos ou pertencem a pequenos nichos, como fazer disso estória e, pior, como vendê-la? Há sempre a imprensa especializada, mas também nestes casos, acaba por se limitar a um ou outro título...
Para estes casos, as publicações generalistas são, para o The Renegade Writer, uma opção muito melhor até que a imprensa especializada. Uma das editoras do blog dá o exemplo do marido, que aproveitou a sua paixão por jogos para se tornar um verdadeiro especialista e escrever não apenas para revistas e sites sobre o assunto, mas para qualquer outra publicação onde os seus artigos pudessem encaixar.
Tudo o que é preciso é um pouco de imaginação, procurar o ângulo certo e arriscar: How to make money writing about your "unmarketable" passion.
Fazer propostas
Publicada por
Patrícia Raimundo
on domingo, 27 de fevereiro de 2011
Propor trabalhos aos editores é a maneira mais comum de se conseguir entrar no mundo do freelancing. Para quem está a começar, esta fase inicial, a da proposta tem muito que se lhe diga.
Quando já existe uma relação entre o freelancer e o editor em questão, tudo se torna mais fácil - a revista já conhece o trabalho do jornalista - mas o primeiro contacto pode ser uma verdadeira prova de fogo e um teste de paciência. Primeiro, é preciso estar preparado para esperar pela resposta. Nas redacções a quantidade de e-mails que chegam por dia é assustadora, por isso é natural que demorem a responder ou mesmo que a nossa proposta vá parar à lixeira. Depois, há que insistir: ligar para perguntar se receberam o nosso e-mail é o próximo passo a dar. Um conselho: não desistir até conseguir uma resposta. Um sim ou um não. Ponto final.
Escolhido o tema, há que pensar na melhor forma de apresentar a proposta. O ângulo deve, sempre que possível, estar já definido, uma vez que este é a garantia de que o trabalho é uma visão nova e fresca de um assunto e não mais do mesmo. Os temas de agenda são de evitar - esses estão a cargo dos jornalistas da casa.
Posto isto, como convencer um editor? Não existem fórmulas mágicas, mas algumas dicas podem ajudar. O interesse do tema é um argumento óbvio, mas também é importante mostrar que somos o jornalista certo para o tratar. Como? Somos, de alguma forma, especialistas na área, temos os contactos certos ou facilidade em consegui-los e estamos por dentro do assunto. Por esta razão, de nada serve dizer que se quer fazer um artigo sobre ecologia. Não é suficientemente específico nem novo. Há que especificar e apresentar, quanto baste, o que pretendemos fazer. E sim, correndo o risco real de o editor pegar na ideia e fazê-la ele mesmo - e o "roubo" de ideias não é tão raro como se possa pensar.
Para resumir, não resisto à "sumarenta" metáfora de Chris Mandle, convidado do Wannabe Hacks:
Quando já existe uma relação entre o freelancer e o editor em questão, tudo se torna mais fácil - a revista já conhece o trabalho do jornalista - mas o primeiro contacto pode ser uma verdadeira prova de fogo e um teste de paciência. Primeiro, é preciso estar preparado para esperar pela resposta. Nas redacções a quantidade de e-mails que chegam por dia é assustadora, por isso é natural que demorem a responder ou mesmo que a nossa proposta vá parar à lixeira. Depois, há que insistir: ligar para perguntar se receberam o nosso e-mail é o próximo passo a dar. Um conselho: não desistir até conseguir uma resposta. Um sim ou um não. Ponto final.
Escolhido o tema, há que pensar na melhor forma de apresentar a proposta. O ângulo deve, sempre que possível, estar já definido, uma vez que este é a garantia de que o trabalho é uma visão nova e fresca de um assunto e não mais do mesmo. Os temas de agenda são de evitar - esses estão a cargo dos jornalistas da casa.
Posto isto, como convencer um editor? Não existem fórmulas mágicas, mas algumas dicas podem ajudar. O interesse do tema é um argumento óbvio, mas também é importante mostrar que somos o jornalista certo para o tratar. Como? Somos, de alguma forma, especialistas na área, temos os contactos certos ou facilidade em consegui-los e estamos por dentro do assunto. Por esta razão, de nada serve dizer que se quer fazer um artigo sobre ecologia. Não é suficientemente específico nem novo. Há que especificar e apresentar, quanto baste, o que pretendemos fazer. E sim, correndo o risco real de o editor pegar na ideia e fazê-la ele mesmo - e o "roubo" de ideias não é tão raro como se possa pensar.
Para resumir, não resisto à "sumarenta" metáfora de Chris Mandle, convidado do Wannabe Hacks:
"Pitching to an editor is not dissimilar to pitching a tent. [...] You need to know what you're doing, you need to plan; you need to have all the parts before the whole thing can come together."O artigo completo está aqui: Tips on pitching.
É disto que se fala...
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Patrícia Raimundo
on domingo, 20 de fevereiro de 2011
Etiquetas:
ângulos,
estórias,
freelancing,
temas
/
Comments: (0)
... quando se fala de ângulo: When writting an article, pick specific ideas. O artigo é de Toby Welch e apresenta uma série de exemplos e dicas sobre aquele que deve ser um dos primeiros pensamentos do jornalista freelancer: sem ângulo não há estória.
Não há momentos "Eureka!" em jornalismo...
Publicada por
Patrícia Raimundo
on quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Etiquetas:
ângulos,
blogs,
freelancing,
temas
/
Comments: (0)
... mas há algumas dicas úteis para ajudar a lâmpada a acender mesmo por cima das nossas cabeças. How to have an ideia, de Jemima Johnson-Gilbert vem mesmo a tempo da segunda aula de Atelier de Jornalismo "especial ex-alunos" que o António Granado está a promover e em que estou a participar por estes dias (conto falar aqui da experiência em breve).
O artigo faz parte da imperdível Magazine Week do Wannabe Hacks.
Ângulo, para que te quero!
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Patrícia Raimundo
on sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Etiquetas:
ângulos,
freelancing,
temas
/
Comments: (0)
Uma estória sem ângulo é como uma sobremesa sem açúcar. À primeira vista parece igual à receita original, o sabor não é mau de todo, mas... há qualquer coisa errada.
Mais do que o tema em si, é o ângulo a partir do qual se trata o tema que faz a estória. E isso nota-se mal se começa a trabalhar: andar à deriva num assunto raramente produz bons resultados. Assim que se encontra o ângulo, o caminho define-se e a estória flui, fresca e com um interesse renovado.
Mais do que o tema em si, é o ângulo a partir do qual se trata o tema que faz a estória. E isso nota-se mal se começa a trabalhar: andar à deriva num assunto raramente produz bons resultados. Assim que se encontra o ângulo, o caminho define-se e a estória flui, fresca e com um interesse renovado.
O que pode ser estória?
Publicada por
Patrícia Raimundo
on domingo, 12 de dezembro de 2010
Distinguir os temas que podem ou não dar boas estórias nem sempre é fácil, por muito apurado que seja o nosso faro jornalístico. Quando se é freelancer, o peso da escolha é ainda maior: é a temática que propomos tratar que vai vender a nossa estória ao editor.
E se há um conjunto de regras que podem ajudar a detectar uma boa estória, há dias em que tudo e nada parece dar um óptimo artigo. À primeira vista, tudo pode ser alvo de um trabalho jornalístico - todos os dias nos cruzamos com pessoas que praticam actividades interessantes, com projectos inovadores ou situações caricatas. A pior parte vem a seguir: como convencer o editor de que aquela é uma boa estória?
Na hora de escolher os temas, há outras questões que o jornalista freelancer deve ter em conta. Primeiro, as propostas devem adequar-se ao meio em questão (de nada servirá propor um artigo sobre as novas políticas do Governo a uma revista especializada em moda ou em música). Depois, é sempre uma boa estratégia manter uma certa distância dos temas de agenda - para esses, as redacções contam com os jornalistas da casa. Sobretudo, há que ser original. Apresentar um tema fresco, interessante, que tenha sido pouco ou nada tratado, é meio caminho andado para o "sim".
E é aqui que reside o busílis da questão. O que é, exactamente, um tema original? Como saber se determinado tema é já muito batido, se todos os anos as revistas e jornais repetem temáticas sazonais (o Natal, as férias, o início das aulas, o dia da mãe...)? Na verdade, o que é novo para um leitor não o é para o leitor sentado ao lado dele, da mesma forma que novos ângulos para o mesmo tema podem dar excelentes estórias, frescas e diferentes, que acrescentem algo, como se quer.
A liberdade que um freelancer tem para decidir aquilo que quer trabalhar ou não é, assim, uma faca de dois gumes. Sem detectores infalíveis de estórias, resta-nos seguir algumas regras básicas, confiar no nosso "nariz" de jornalista, arriscar e seguir caminho. Se encontrar 10 boas estórias por semana parecer missão impossível, reduza-se o número para três a cinco e já temos um bom começo.
E se há um conjunto de regras que podem ajudar a detectar uma boa estória, há dias em que tudo e nada parece dar um óptimo artigo. À primeira vista, tudo pode ser alvo de um trabalho jornalístico - todos os dias nos cruzamos com pessoas que praticam actividades interessantes, com projectos inovadores ou situações caricatas. A pior parte vem a seguir: como convencer o editor de que aquela é uma boa estória?
Na hora de escolher os temas, há outras questões que o jornalista freelancer deve ter em conta. Primeiro, as propostas devem adequar-se ao meio em questão (de nada servirá propor um artigo sobre as novas políticas do Governo a uma revista especializada em moda ou em música). Depois, é sempre uma boa estratégia manter uma certa distância dos temas de agenda - para esses, as redacções contam com os jornalistas da casa. Sobretudo, há que ser original. Apresentar um tema fresco, interessante, que tenha sido pouco ou nada tratado, é meio caminho andado para o "sim".
E é aqui que reside o busílis da questão. O que é, exactamente, um tema original? Como saber se determinado tema é já muito batido, se todos os anos as revistas e jornais repetem temáticas sazonais (o Natal, as férias, o início das aulas, o dia da mãe...)? Na verdade, o que é novo para um leitor não o é para o leitor sentado ao lado dele, da mesma forma que novos ângulos para o mesmo tema podem dar excelentes estórias, frescas e diferentes, que acrescentem algo, como se quer.
A liberdade que um freelancer tem para decidir aquilo que quer trabalhar ou não é, assim, uma faca de dois gumes. Sem detectores infalíveis de estórias, resta-nos seguir algumas regras básicas, confiar no nosso "nariz" de jornalista, arriscar e seguir caminho. Se encontrar 10 boas estórias por semana parecer missão impossível, reduza-se o número para três a cinco e já temos um bom começo.

