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Jornalismo, freelancing, social media... e as estórias por detrás de tudo isto. Por Patrícia Raimundo
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Nos bastidores da estória: Do B.Leza de todas as noites à itinerância

"Nós não desistimos. Não depende só de nós, mas tudo aquilo que pudermos fazer para que o B.leza reabra, faremos", dizia-me Madalena Saudade e Silva, à mesa de um café em Campo de Ourique. Estávamos no final de Janeiro de 2009 e eu era jornalista do Guia da Noite.

Naquela manhã conheci a mulher por detrás do saudoso B.Leza. A discoteca africana tinha fechado em 2007, deixando órfãos muitos noctívagos lisboetas, apaixonados pelos ritmos quentes e pelo fervilhante caldeirão de culturas instalado no velho palácio do Largo Conde Barão. Questões relacionadas com o aluguer do espaço estiveram na origem do desfecho; vieram logo os abaixo-assinados, apareciam esperanças de reabertura de quando em vez e, nos entretantos, o B.Leza lançava-se na itinerância: não estava a ser fácil encontrar um lugar para poisar de vez quando marcámos a entrevista.

Apanhei o velho eléctrico de volta à redacção impressionada com a paixão, a persistência e o trabalho de Madalena Saudade e Silva e da irmã, que não desistiam do projecto por nada. Afinal, o B.Leza não era apenas uma discoteca africana em Lisboa, era um símbolo de uma cidade mestiça, era um legado de família, um pedaço da vida de muita gente diferente.

Três anos depois de ter escrito esta estória, o B.Leza reabriu mesmo. Foi esta sexta-feira, dia 2, num sítio diferente mas, diz quem sabe, com o mesmo espírito de sempre.

Madalena Saudade e Silva sabia o que dizia: era mesmo só uma questão de tempo.

Sobre a estória:
Do B.leza de todas as noites à itinerância pode ler-se no Guia da Noite Lx Magazine #9 (2009), P. 28.

Últimos artigos publicados: Guia da Noite Lisboa #15

Por esta hora, o #15 do Guia da Noite Lisboa já deve estar nos principais spots lisboetas.

Nesta edição fui descobrir como é que se faz música a seis cores numa conversa com Afonso Cabral, vocalista dos You Can't Win, Charlie Brown. Chromatic, o disco de estreia destes rapazes "seriamente barbudos", tem conquistado os ouvidos atentos de melómanos dentro e fora de portas e até já esgotou a primeira edição.

Depois, tive o enorme prazer de conhecer o ilustrador, performer e cenógrafo António Jorge Gonçalves. Entre uma chávena de chá verde acabado de fazer e um disco de sonoridades exóticas, o artista contou-me como é que se deixou fascinar pelos mecanismos do acaso e, a certa altura, passou a tomar decisões com base nos resultados de um lançamento de dados. Foi esta abertura ao aleatório - e ao mundo! - que o fez lançar-se na grande aventura de desenhar pessoas no metro, em várias cidades do mundo. O resultado dá pelo nome de Subway Life e é apenas uma das muitas facetas deste autêntico homem do dado.


Para o Dj Shot, desta vez fui ao encontro de um porto-santense que se rendeu aos encantos lisboetas. Entusiasta das sonoridades quentes e da mistura exótica de estilos, Fabrizio desprendeu-se da electrónica pura e dura e hoje pratica uma espécie de "funk global", como gosta de lhe chamar.

O Guia da Noite Lisboa #15 conta ainda com a minha retrospectiva do que foram estes cinco anos do Jameson Urban Routes, o primeiro festival indoor organizado por um clube. E como a quinta edição começa precisamente hoje, ainda há tempo para algumas sugestões e destaques da programação deste ano.

A não perder também a entrevista aos Dead Combo, que acabam de lançar Lisboa Mulata, e o artigo sobre a nova (mo)vida do Cais do Sodré, dois trabalhos da minha colega Myriam Zaluar.

O Guia da Noite #15 é distribuído gratuitamente em Lisboa e pode folhear-se aqui e agora em qualquer parte do mundo:


Últimos artigos publicados: Guia da Noite Lisboa #14

A edição #14 do Guia da Noite Lisboa está prestes a chegar aos lugares do costume, bem a tempo da grande azáfama dos Santos e do regresso das noites quentes.

Neste número fui sentir o pulso à street art lisboeta, mas também às novas intervenções sociais e políticas que enchem as ruas de subversão e criatividade, do projecto maismenos (o responsável pela célebre tacada num pão nas escadas da Assembleia) às coloridas intervenções anónimas que a fotógrafa Laura Ramos tão bem soube recolher das paredes da cidade, passando pelos monumentais manifestos artísticos de nomes como Os Gémeos, Vhils ou Paulo Arraiano.

O Dj Shot desta edição é ocupado por Rui Murka que conta como de barman do mítico Captain Kirk passou a ter lugar cativo aos pratos dos melhores clubes nacionais. Em entrevista, o Dj que foi um dos fundadores do colectivo Cool Train Crew confessa que, quando assume o controlo da cabine, tem um único objectivo: pôr música para fazer sorrir.

O Guia da Noite Lisboa #14 conta ainda com a minha antevisão do Festival Silêncio, que regressa à cidade de 15 a 25 de Junho. O festival que celebra a palavra, a poesia, a música e o cinema conta este ano com um programa ainda mais internacional e com reconhecidos activistas da palavra dita como Lee Ranaldo (Sonic Youth), Arnaldo Antunes ou Linton Kwesi Johnson.

A não perder ainda neste número a entrevista a Arnaldo Antunes que vai estar no Festival Silêncio para apresentar o espectáculo Dois Violões; a história dos festivais de Verão contada pela jornalista Myriam Zaluar e o artigo sobre o fado de ontem e de hoje assinado por C. Sá.

Guia da Noite Lisboa para levar no bolso num bar, discoteca, restaurante, universidade ou centro cultural perto de si ou para folhear on-line em qualquer parte do planeta aqui:


Últimos artigos publicados: Guia da Noite Lisboa #13

A última edição do Guia da Noite Lisboa ainda cheira a tinta! A revista acaba de sair da gráfica para as ruas da capital, com mais uma mão cheia de artigos sobre a noite, música e novas tendências para levar no bolso.

Para este número entrevistei o Rui da Silva, que está a comemorar o 10º aniversário de "Touch Me", o hit com que fez história na música de dança nacional. O Dj faz uma retrospectiva de uma carreira ímpar e revela algumas das novidades que está a preparar para 2011.

No início do ano, a febre Cheryl atacou Lisboa, um terramoto de performance, loucura, música e dança com epicentro no Cais do Sodré. Nesta edição do Guia da Noite, fui saber o que está por detrás das loucas festas que estão a agitar Nova Iorque e, aos poucos, a contagiar a Europa.

A não perder também a entrevista que Rui Pregal da Cunha deu ao jornalista C. Sá sobre o possível/impossível regresso dos Heróis do Mar; as histórias de taxistas que a Myriam Zaluar descobriu na noite lisboeta; a entrevista a Javier Muñiz, homem da noite madrilena; e a crónica de José Luís Peixoto sobre a noite em Bangalore.

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Últimos artigos publicados: Guia da Noite Ed. Especial Porto

O terceiro aniversário do projecto Guia da Noite marca também o lançamento de um número especial dedicado ao Porto.
A Invicta está a fervilhar com a reabilitação da Baixa e a abertura de novos espaços culturais e de lazer e eu e o resto da equipa pudemos comprová-lo.

Artigos publicados nesta edição (distribuída gratuitamente em Lisboa e Porto):

Hard Club: O regresso do guerreiro, artigo (p. 8)

Nuno Coelho: Uma discoteca para levar no bolso, entrevista (p. 13)

Porto: Manual de Sobrevivência, reportagem (p. 19)

Manel Cruz: "Não importa o que se diz. Importante é dizer", entrevista (com C. Sá) (p. 32)

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Últimos artigos publicados: Guia da Noite Lisboa #12

Já está na rua a última edição do Guia da Noite Lisboa (Dez. 2010).
Para este número tive o prazer de entrevistar o artista austríaco Herwig Turk (p. 16), que tem feito um trabalho interessantíssimo que cruza a arte e a ciência, juntamente com o cientista Paulo Pereira. Para além das artes, Herwig é também o dono dos modernos cabeleireiros W.I.P. e Motor Hairport e um grande dinamizador cultural da cidade de Lisboa.

O escritor, ilustrador e músico Afonso Cruz (p. 21) foi outros dos meus entrevistados no #12 da revista que comemora agora 3 anos de existência. Num simpático café logo pela manhã, o artista multifacetado contou por que razão trocou a capital pelo sossego de um monte alentejano, falou do seu novo romance, A Boneca de Kokoshka, e ainda desvendou algumas novidades dos Soaked Lamb, a banda de blues que lidera.

Para a secção Dj Shot, entrevistei ainda Hugo Moutinho aka Mr. Mitsuhirato (p. 32). O Dj, que também trabalha numa das melhores lojas de discos da capital, a Louie Louie, é uma referência das noites mais indie da capital e um verdadeiro melómano a full-time.

A não perder ainda os excelentes trabalhos dos meus colegas C. Sá, que entrevistou JP Simões sobre o novíssimo álbum, e Myriam Zaluar, que viajou com Lula Pena pelo seu Troubadour.

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