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Jornalismo, freelancing, social media... e as estórias por detrás de tudo isto. Por Patrícia Raimundo
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Notícias personalizadas

Jonathan Stray assina um artigo muito interessante sobre a necessidade de personalizar as notícias, segundo os interesses de quem lê: Who should see what when? Three principles for personalized news.

Estudo: Jornalismo digital

Muito interessantes as conclusões do Oriella Digital Journalism Study: 75% dos jornalistas utilizam as redes sociais como fontes das suas estórias e 46% diz que 80% das notícias que publicam online não são cópias da edição em papel.

Vale a pena ler o resumo do estudo feito por Rachel McAthy no Journalism.co.uk.

A estória só não chega

Eric Newton diz que, nos dias de hoje, contar apenas a estória não basta: há que explicar o porquê por detrás dela, fazê-la mais transparente e partilhável.

O essencial sobre esta ideia pode ler-se no último post de Mona Zhang no 10.000 Words: Newton to journalists: focusing on the story isn't enough anymore.

Ser um profissional das estórias

O Jorge Vaz Nande escreve para cinema e televisão, publicou prosa e poesia e também faz slam - foi assim que conheci o trabalho que faz com as palavras, no primeiro concurso de poetry slam em Portugal, organizado pelo Festival Silêncio.
Nas últimas semanas, diz, deu-se conta de que trabalha "nisto de escrever prosa" há já cinco anos. A data mereceu uma interessante reflexão, não só para roteiristas como ele, mas para todos nós, os profissionais das estórias:

Escrever: 5 anos, 10 regras.
"Qualquer roteiro, livro, artigo de jornal ou post de blog é a defesa de alguma coisa. Quando o enviamos para o mundo, seja através de um email para o nosso chefe ou clicando no “Publish” aqui do lado, estamos a dizer “este texto é aquilo que eu acho que um texto deve ser”."

Guia para jornalistas "digital first"

É obrigatório o guia para jornalistas "digital first" que Steve Buttry apresenta em Questions to guide a Digital First reporter's work on any beat.

É que está lá tudo: que estórias cobrir em liveblogging; quando e como apostar no beatblogging; que fontes contactar, como e quando; como fazer crowdsourcing; que dados podem ajudar a contar a estória; como criar uma comunidade; vídeo; curadoria de conteúdos; sinergias com a edição impressa, etc, etc, etc.

Jornalismo: Resoluções para 2012

Se o Calendário Maia estiver correcto e este for mesmo o último ano do mundo como o conhecemos... Mike Brannen gostaria que cada estória finalmente tivesse o tamanho/duração que merece e que os fait-divers com que as televisões gostam de terminar os noticiários entrassem em vias de extinção. Estas e outras resoluções para o jornalismo em 2012 podem ler-se em 2012: The Apocalypse and the final year of journalism.

Com ou sem fim do mundo... vale a pena espreitar e pôr em prática.

Agarrar os leitores à estória

Truques para aguçar o apetite de um leitor para a estória há muitos. Com o tempo, são ferramentas que até aplicamos inconscientemente nos textos e cada jornalista começa a ter o seu "ingrediente secreto" para incentivar o leitor a passar da entrada. A convite do Write to Done, Linda Formichelli apresenta 5 imperdíveis sugestões que vale mesmo a pena seguir.

Dicas para melhores entradas

A entrada, todos sabemos, é o elemento decisivo que vai levar o leitor a decidir entre ler e não ler o artigo. É, por isso, importante que estas linhas sejam bem escolhidas. Writing the intro in simple steps, do Media Helping Media, pode dar uma ajuda nesta matéria.

Economia, finanças e negócios

Como qualquer área especializada, o jornalismo que cobre as áreas da economia, finanças e negócios tem as suas particularidades. A forma de desenvolver boas relações com as fontes é uma delas. O International Journalists' Network apresenta óptimas dicas neste departamento em How to develop sources for business stories.

Estórias para lá do óbvio

O que fazer quando temos de cobrir um tema que já não é novidade? Descobrir um novo ângulo, claro.

O International Journalists' Network mostra como um assunto batido - o tráfico de pessoas - pode ser abordado de forma inovadora e fresca em How to develop story ideas on social issues.

Os mistérios do lead

Há estórias que já nascem com lead. Há leads que aparecem durante as entrevistas ou no terreno. Outros há que simplesmente não aparecem - há que encontrá-los. E também há aqueles que se revelam a meio da estória. Ou no fim. Ou no chuveiro, quando menos esperamos.

Gosto de pensar no lead assim como uma espécie de mistério - ou melhor, desafio - do jornalismo. Escrever um bom lead pode ser tão aliciante como desesperante (se a inspiração for tão curta como o deadline), da mesma maneira que afiná-lo é uma deliciosa tarefa de minúcia, quase um jogo.

É por tudo isto que acho genial um dos últimos posts de Steve Buttry. Strong from the start: advice for writing leads é um verdadeiro manancial de conselhos, dicas e técnicas - dos mais básicos aos mais engenhosos - para escrever leads melhores, mais focados e inspirados. Obrigatório.

Estórias em vídeo: erros comuns

10 common video storytelling mistakes (and how to avoid them) é um excelente artigo de Adam Westbrook que todos os jornalistas dedicados ao vídeo (e não só) devem ler.

Perfil

O perfil é, sem dúvida, um dos meus géneros jornalísticos preferidos. É mais difícil de escrever, mas é um prazer enorme descobrir de que são feitas as vidas de quem entrevistamos. As entrevistas podem ir mais fundo e, conforme aquilo que o perfilado nos contar - e aquilo que sentimos ao fazer o trabalho - , há uma enorme possibilidade de ângulos a explorar.

Diria mesmo que há uma certa liberdade que outros géneros não nos dão. Mas atenção, isto não significa que não tenhamos que seguir regras. Já na faculdade ouvia dizer que um bom perfil deve ter quatro a cinco fontes diferentes. Deb Wenger inclui este e outros conselhos úteis em Writing better profile stories.

A importância dos contactos

Desde os tempos da Faculdade que ouço isto: um jornalista é tão bom quanto a sua carteira de contactos. E, de facto, assim é. São eles que nos dão as estórias: dão ideias, são fontes preciosas de informação, podem ajudar em  assuntos que não dominamos, comentam aspectos relevantes dos temas, acrescentam factor humano... As razões são intermináveis e para interiorizar.

E como nunca é de mais repetir, vale a pena ler as dicas de Natalie Clarkson, a Undergrad dosWannabe Hacks, para fazer novos contactos.

Narrativas digitais

Imperdível o artigo de Paulo Monteiro no Nieman Storyboard sobre a necessidade de uma nova abordagem às narrativas digitais: Story, interrupted: why we need new approaches to digital narrative.
"We need to radically change the way we tell our stories. It doesn’t make sense to keep using old paradigms on new devices. Our main goal is to learn the best way to tell a story and stop using techniques that worked only for one platform (be it text and pictures in print, video on TV or audio on radio). With digital distribution we can mix all these techniques in a way that enables our storytelling. Those of us in newsrooms also need to change the way we plan, produce and present our stories."
[dica de Paulo Nuno Vicente]

Produtividade jornalística

David Brewer diz que entrar ou sair de uma reunião de redacção sem ideias é o pior que pode acontecer a um jornalista. Por isso, o editor do Media Helping Media dá 24 dicas para jornalistas "preguiçosos", um verdadeiro manual para encontrar boas estórias e aumentar a produtividade jornalística.

Redes sociais: uma fonte inesgotável de estórias

Estar atento ao que se fala no Twitter e ao que se partilha no Facebook faz agora parte da rotina de qualquer jornalista em busca de boas estórias. Em Social Media - a never-ending news meeting generating brilliant ideas, o blog Media Helping Media chega mesmo a comparar as redes sociais às reuniões de redacção por, também elas, serem excelentes fontes de ideias.

Os interesses pessoais podem dar boas estórias

Escrever sobre um tema que nos interessa pessoalmente é sempre meio caminho andado para uma boa estória: estamos com a predisposição certa para investigar, somos de alguma forma especialistas no assunto e muito provavelmente vai dar-nos um prazer extra a escrever.
Mas quando os nossos interesses pessoais são demasiado específicos ou pertencem a pequenos nichos, como fazer disso estória e, pior, como vendê-la? Há sempre a imprensa especializada, mas também nestes casos, acaba por se limitar a um ou outro título...
Para estes casos, as publicações generalistas são, para o The Renegade Writer, uma opção muito melhor até que a imprensa especializada. Uma das editoras do blog dá o exemplo do marido, que aproveitou a sua paixão por jogos para se tornar um verdadeiro especialista e escrever não apenas para revistas e sites sobre o assunto, mas para qualquer outra publicação onde os seus artigos pudessem encaixar.
Tudo o que é preciso é um pouco de imaginação, procurar o ângulo certo e arriscar: How to make money writing about your "unmarketable" passion.

Multiplicar as estórias

Hoje, qualquer freelancer tem a possibilidade de contar estórias através dos mais variados meios - vídeo, áudio, slideshow... - sem que isso represente um investimento incomportável em tecnologia ou uma formação demasiado específica. Para Drew Tewksbury (Write to Done), a escrita é apenas um meio entre muitos: as ferramentas multimédia oferecem hoje a possibilidade de transformar uma estória em muitas estórias diferentes.

À procura de estórias

As dicas para encontrar boas estórias nunca ocupam lugar. Desta vez a lista vem da IJNet que fez um apanhado dos melhores conselhos práticos dados pela editora Melissa Preddy em Six tips for journalists on how to localize news stories. Procurar um ângulo diferente para os temas mais em voga é, como não podia deixar de ser, um dos mais importantes.